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Publicado em 09/01/2018

Fraudes na qualidade envolvem grandes empresas (Valor Econômico)

O primeiro dos recentes escândalos irrompeu no final de setembro, quando a Nissan revelou que durante décadas seus técnicos haviam realizado inspeções finais, em carros vendidos no mercado doméstico, para as quais não estavam qualificados. Isso provocou um recall de cerca de dois milhões de veículos.

Um mês depois, a Subaru confessou o mesmo problema e iniciou um recall. Em ambos os casos, os veículos foram considerados seguros e suplantaram padrões internacionais: os funcionários estavam apenas buscando maneiras de driblar um processo bizantino imposto pelo governo. As descobertas da investigação independente da Nissan revelaram medidas quase farsescas concebidas para driblar as regras; por exemplo, trabalhadores submetidos a exames de qualificação em princípio sem direito a consulta a material externo, mas na verdade podendo consultar apostilas e recebendo dicas sobre as respostas corretas. O executivo-chefe da Subaru disse que o descumprimento, por parte de sua empresa, aconteceu “sem, absolutamente, nenhuma má intenção”.

Por obrigar mais de 500 clientes a se apressarem a verificar a segurança de seus próprios produtos, a Kobe Steel provavelmente será lembrada como o caso mais dramático dos recentes escândalos. Sua admissão inicial, no início de outubro, de ter despachado lotes falsamente certificados de alumínio e cobre para clientes do início do ano até agosto, rapidamente espalhou-se por outras divisões de produtos metálicos e de outras categorias.

Da mesma forma, a Mitsubishi Materials revelou no final de novembro que três de suas subsidiárias – inclusive uma que opera uma joint venture na produção de tubos de cobre com a Kobe Steel – tiveram, durante pelo menos um ano, seus dados falsificados sobre o nível de qualidade dos produtos enviados para 229 clientes no Japão, EUA, China e Taiwan.

Menos de uma semana após a revelação da Mitsubishi Materials, a Toray Industries, líder mundial em fibras de carbono, admitiu que uma subsidiária que produziu materiais empregados em pneus e outras peças para automóveis manipulou dados sobre a qualidade de produtos ao longo de muitos anos. A Toray disse que o problema veio à tona em 2016, mas havia sido corrigido, e foi somente depois que acionistas questionaram mensagens de bate-papo online aludindo à manipulação de dados que a empresa decidiu vir a público.

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