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Publicado em 12/04/2018

Número de inadimplentes avança 3,13% (DCI)

O volume de consumidores com contas em atraso e registrados em cadastros de inadimplentes acelerou pelo sexto mês seguido e cresceu 3,13% em março, na comparação com o mesmo período do ano passado.

Na comparação com fevereiro, o crescimento foi mais modesto (alta de 0,85%), de acordo com dados divulgados ontem pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL).

Em termos absolutos, aproximadamente 62,1 milhões de brasileiros encerraram o primeiro trimestre de 2018 com restrições no CPF para fazer compras a prazo ou obter empréstimos e financiamentos, por exemplo.

Na avaliação do presidente da CNDL, José Cesar da Costa, o crescimento da inadimplência reflete o quadro de dificuldades econômicas que as famílias ainda enfrentam, apesar do fim da recessão, como aumento do desemprego e queda da renda.

“Embora o número de inadimplentes tenha crescido neste primeiro trimestre, o ritmo de alta é menor do que o verificado em momentos mais agudo da crise financeira. Mesmo com a lenta recuperação econômica em curso, as famílias seguem enfrentando dificuldades para honrar seus compromissos em dia”, comenta Costa.

Segundo ele, a reversão desse quadro depende da continuidade da melhora econômica do País, principalmente com ações que não beneficie “o bolso do consumidor”, como emprego e renda.

De acordo com as entidades, outro fator que precisa ser levado em conta para explicar esses números é que no final do ano passado foi revogada a legislação no Estado de São Paulo que exigia por parte dos empresários o envio de uma carta com Aviso de Recebimento (AR) antes de efetivar o registro de atraso. “Com a reversão da lei, muitas das negativações que estavam represadas entraram na base de dados de forma mais abrupta, contribuindo para um aumento na totalização de negativados”, explica Costa.

A análise do indicador por região mostra que o Sudeste concentra o maior número de negativados, com 26,94 milhões de inadimplentes. Em seguida, aparecem o Nordeste (16,58 milhões), o Sul (8,12 milhões), o Norte (5,54 milhões) e o Centro Oeste (4,97 milhões). Conforme outro levantamento divulgado ontem, da Boa Vista Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC), especificamente na cidade de São Paulo, o Indicador de Registros de Inadimplentes subiu 0,2% em fevereiro contra janeiro. No estado paulista, houve estabilidade nesta base de comparação. Já no ano, a cidade paulistana registrou inadimplência estável, enquanto na variação interanual, o indicador cedeu 4,2%.

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