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Publicado em 07/06/2018

Risco de manifestações pode restringir o crédito até 2020 (DCI)

A greve dos caminhoneiros impactará no crédito do segundo trimestre e já traz risco de piora nas carteiras dos bancos, com maiores calotes e restrição de recursos em 2018.

Esses fatores, somados às incertezas do período eleitoral e às possíveis novas manifestações, melhora fica só para 2020. Os efeitos colaterais da paralisação são muitos. De um lado, ao consumidor final, o aumento nos preços dos combustíveis – até abusivos, quando não em falta – já refletem em projeções de alta da inflação para junho.

De outro, a incapacidade de produção e venda por parte das empresas no período pode trazer não somente furos no fluxo de caixa corrente, mas também atrasos e até mesmo o não pagamento de empréstimos tomados previamente. “Ainda é cedo para mensurar o ponto exato de consequências dessa paralisação, mas os impactos na cadeia produtiva já influenciam na capacidade de pagamento de algumas empresas que tiveram gastos acima do esperado e que agora precisam equalizar seus caixas”, explica o analista bancário da Fitch Ratings, Claudio Gallina.

O movimento de possível piora na inadimplência das empresas, porém, apenas intensifica um conservadorismo que já era visto, desde 2015, nos bancos. Para o analista da Austin Ratings Luiz Miguel Santacreu a paralisação terá impactos mais imediatos no segundo trimestre e agregou elemento de piora um ambiente doméstico “já prejudicado” e com várias incertezas.

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